quinta-feira, 22 de novembro de 2007

ARTE ROMÂNICA

Arquitetura derivada da Roma Antiga, a arte românica foi desenvolvida na Europa Ocidental nos séculos XI e XII. Uma arte séria, maciça, que predominou em toda Roma.
O requinte da arte bizantina, típica do Império Romano e a violência significativa dos bárbaros deixaram como sinal a arte românica, marcada pela fé características que se pode observar na construção de igrejas, torres, batistérios.
As primeiras pinturas românicas são de artistas desconhecidos e de tema religioso. Aparecem como afrescos e mosaicos, com muita cores, misturas com púrpuras, nos painéis e decorações das igrejas. Estas por sua vez, surgem quase sempre numa praça e que é o centro da comunidade civil, religiosa e social da cidade, local de encontro, por isso uma das características principais das igrejas românicas é o seu tamanho.
As estatuas tinham como função de preencher os espaços vazios dos jardins e grandes salões, eram formadas de figuras humanas e monstros imaginários que surgiam da mente dos escultores.
Suas principais características são:
Paredes grossas, profusão de cúpulas, colunas e arcos;
Janelas altas no centro e nas laterais janelas baixas;
Arcos e abóbadas;
Arquitetura rica e cheia de beleza.

ARTISTAS E OBRAS

A Torre de Pisa
Construída a partir do ano de 1174, toda em mármore branco, com 56 metros de altura, pelo arquiteto Bonanno Pisano. Localizada na região da Toscana, na Itália, a Torre de Pisa é bastante conhecida pela sua inclinação no sentido perpendicular devido ao terreno que estava cedendo.
La Pietà
Localizada na Basílica de São Pedro, Vaticano, La Pietá é uma das primeiras obras do escultor Michelangelo. Datada do período de 1498-1499, toda feita em mármore, representa Maria com Cristo morto em seus braços.
Galeria de Cantores
Luca Della Robbia, escultor italiano nascido em Florença. Suas obras ficaram conhecidas pela sua sensualidade e pureza, uma delas está localizada na sacristia da Catedral de Florença. Construída em 1431 a Galeria de Cantores é toda feita em mármore representada por um grupo de meninos cantores, dançarino e tocadores de harpas e tropetes.

ASSÉDIO MORAL: UMA VIOLÊNCIA NO ÂMBITO DO TRABALHO


“Fui taxado como incompetente perante todos os meus colegas de trabalho”, revelou o técnico em informática Paulo Casais, que foi forçado a pedir demissão logo após o episódio. Caracterizado por agressões, o assédio moral no trabalho é uma violência que vem causando diversos danos psíquicos a milhares de trabalhadores no mundo inteiro. O assunto é polêmico, por se tratar da relação desumana e autoritária entre superiores e subordinados. No Brasil, o assédio moral tornou-se tema de discussões em sindicatos e até mesmo encontrou espaço no Poder Legislativo, depois de um estudo realizado pela Dra. Margarida Barreto, pesquisadora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), intitulado de “Uma jornada de humilhações”.
A pesquisa realizada no ano de 2000, em 97 empresas de São Paulo, mostra que, das 2.072 pessoas entrevistas, 870 apresentaram quadros de humilhações em seu ambiente de trabalho, sendo que, as mulheres são as mais atingidas representando um percentual de 65% dos entrevistados.
O advogado trabalhista Djalma Nunes Fernandes Júnior afirma, que “o ambiente de trabalho, nas mais das vezes, sempre foi um campo fecundo para maus-tratos, para desrespeito à pessoa física do empregado etc. Hodiernamente começou a aflorar em maior número os casos de perseguição organizada ao empregado, tornando-se cada vez mais escassa a boa vontade entre os colegas, transformando a localidade em um verdadeiro campo de guerra”. O abuso de poder e a manipulação do medo revelam o desespero do trabalhador em perder o seu emprego e não voltar ao mercado de trabalho, favorecendo a submissão e a tirania. Gestos, condutas abusivas e constrangedoras, são uma das fases humilhantes, que trazem como conseqüência, o comprometimento da saúde, sentimento de inutilidade, a falta de prazer no trabalho e até mesmo a demissão forçada e o desemprego.
Na Bahia, o Projeto de Lei nº 12.819/2002, ainda em tramitação, busca com a orientação e apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), melhorias nas condições de trabalho. Segundo o bacharel em direto Marcelo Lyrio, o projeto dispõe no assédio moral na esfera administrativa pública direta e indireta, tudo isso com o intuito de combater a violência que tanto agride a relação de trabalho.
A vitima do assédio pode buscar apoio nos Centros de Referência em Saúde dos Trabalhadores (CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação, em matéria de Emprego e Profissão, que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
PROJETOS DE LEI ENGAVETADOS - Assim, como o Projeto de Lei nº 12.819/2002, que trata do assédio moral, dezenas de projetos criados no ano de 1996 e posterior a essa data, encontram-se engavetados, aguardando o julgamento e aprovação pela Câmara dos Deputados.
O Senado, um dos órgãos incumbido de julgar e aprovar os projetos de lei, com base nos interesses do Estado e do Distrito Federal, no qual é composto por senadores, cria certa polêmica em torno do assunto, causando o adiamento da aprovação. Com tudo, projetos não entram em vigor devido ao descaso do próprio governo, que, em sua maioria, se apropria dos projetos para serem utilizados no jogo político, ou seja, são julgados aqueles projetos de iniciativa de políticos que têm maior influência e poder dentro do senado.
Segundo Gabriel Mendes Mascarenhas, estudante de direito do 7º semestre, “se a câmara faz o projeto, o senado revisa e manda para sanção do presidente, mesmo que este último não sancione o presidente do senado pode fazê-lo. Quando é o senado a casa que propõe o projeto de lei, a câmara vira casa revisora”. O mesmo ainda comenta que, que existe muito descaso, ao regulamentar uma lei sobre o assédio moral, os legisladores, geralmente grandes empresários, pode estar criando uma arma contra si.
Representantes de movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores – CUT, com intuito de representar a sociedade e suas dificuldades, se reúnem pela defesa dos seus interesses diante a Câmara dos Deputados e Senado, para discutir e aprovar alguns projetos de lei que pretendem a regulamentação da melhoria dos direitos humanos.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

UMA NOVA POLÍTICA NA ERA DAS MÍDIAS

O livro Estratégia retórica e ética da argumentação na propaganda política, de Wilson Gomes da Silva, aborda os aspectos de uma nova propaganda política após o regime militar. Desde então, com seu poder persuasivo, a mídia vem enquadrando a política dentro da sua lógica, formulando novos conceitos de exibição e impondo regras para a sua divulgação em meio público. Relata também a apresentação da publicidade política como uma ferramenta na arte de convencer, utilizando o estado emocional da sociedade de massa. Além disso, as mensagens transmitidas pelos meios possuem características que interagem na personalidade do público a ser atingido.
Com o poder da propaganda política nas mãos, a mídia vem impondo as suas normas revelando apenas aquilo que é do seu interesse, deixando os cidadãos restritos as suas informações. Contudo, a publicidade que é essencial para tornar algo conhecido e aceito pelo público, vem sendo impedido de exercer a sua função, devido a forma restrita de discursão de grupos de profissionais da área política imposta pela mídia.
De outra forma, durante o período eleitoral, a mídia é o principal meio de comunicação entre o eleitor e o candidato, através dela são divulgadas as idéias e opiniões das atividades. São nos debates em meios televisivos que o candidato estabelece uma interação direta e indireta com os seus eleitores, possibilitando troca de conhecimentos relativos ao processo eleitoral, outro exemplo a ser dado é o showmisseo que para conquistar a audiência de um grande números de pessoas utiliza artistas populares.
Passamos então a observar a mudança da propaganda política tradicional em publicidade política, tornando-se um processo pelo qual a política passou a ser um espetáculo mídiatico, perdendo a sua essência, ou seja, o seu traço fundamental de apresentar idéias e planos administrativos para organização de um Estado.
Ao passo que a propaganda política tradicional detinha a mídia nos seus princípios, a nova propaganda política mantém a política enquadrada dentro das suas normas. Além disso, os meios de comunicação são organizações cujas atividades são de interesse público, por fornecer uma grande variedades de informações e entretenimento, logo a exposição das mensagens enviadas são de fácil aceitação no mercado. Em virtude disso, a propaganda política rendeu-se as regras e lógicas da comunicação, além de adaptar-se as suas linguagens e técnicas. Conseqüentemente as empresas de publicidade e marketing tiveram que mudar a sua direção na publicidade comercial. Diante disso, vários especialistas na área de comunicação passaram a ter um grande domínio sobre a atividade política.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ORIGENS E SIGNIFICADO DO TERMO DESIGN

Até hoje, não existe uma definição objetiva e concreta sobre o design e o profissional dessa área. Um estudo metódico realizado por Geraldina Witter, amplia um pouco o conhecimento sobre esse profissional. Nessa pesquisa ela o define como, desenhista industrial, responsável pela parte gráfica do projeto.
Com o memso objetivo de definir a profissão do designer, o Deputado Muarílio Ferreira Lima, apresentou perante o parlamento o Projeto de Lei de nº 3.515/1989, que consistia em caracterizar o designer pela sua realização nas atividades técnico-científico e ao seu desenvolvimento em projetos visuais, atendendo as necessidades de informação do mercado.
Seguindo essa mesma linha de pensamento, Oberg, analisou o termo design chegando a conclusão de que esse se divide em três tipos, tanto na prática quanto no conhecimento.
Na primeira, o design é visto como atividade artística, em que é valorizado no profissional o seu compromisso como artífice, com a estética, com a concepção formal, com a fruição do uso. Na segunda entende-se o design como um invento, como um planejamento, em que o designer tem o compromisso prioritário com a produtividade do processo de fabricação e com a atualização tecnologica. (...) na terceira aparece o design como coordenação, onde o designer tem a função de integrar os aportes de diferentes especialistas, desde a especificação de matéria-prima, passando pela produção a autilização e destino final do produto. Nets caso, a inetrdisciplinaridade é a tônica. Niemeyer apud Oberg (1962).
A utilização dos recursos gráficos para a valorização e representação do produto, não é suficiente para o bom desempenho do designer, é necessário conhecer o rpoduto, sua características e os seus valores, como, o econômico, o cultural e o social, para que este venha ter uma boa aceitação no mercado.
Atualmente existem diversas definições para o profissional da área de desenvolvimento de projetos de produtos, tais como: designer, desenhista industrial, designer industrial, designer de produtos, comunicador e programador visual e designer gráfico.
De origem latina e idioma inglês, a palavra design significa " a concepção física, formal e funcional de um produto" (Aulete, 2004). Porém, nos anos 50, o termo design foi associado ao desenho industrial, perdendo o seu significado original. A partir de então, "a palavra design permaneceu sem uma denotação especifica no Brasil, não particularizando a profissão ou o seu conceito" (Niemeyer, 2000).
Em 1962, com a criação de um novo curso da ESDI, no qual foi dividido em duas especializações: comunicação visual e o desenho industrial. A partir de então, nos anos 70, Aloísio Magalhães, professor, juntamente com o filosofo, Antônio Houaiss surgiu o termo "projética", que não chegou a ser utilizado.
Já no final dos anos 80, no V Encontro Nacinal de Desenhistas Industriais, ficou aprovada a terminologia do designer, sendo que, para cada especialização o termo ganharia um complemento, como por exemplo, design gráfico, design de produção, entre outros.
Com o crescimento do mercado tecnológico e ampliação de novos recursos na arte gráfica, a profissão, design e o seu profissional, designer, ainda há de ganhar novas capacitações consequentemenete novas terminologias.